“A principal intenção para 2018 é fazer o novo gibi do Tiuzim”, diz Walter Limonada

Após publicar um pequeno gibi em 2016, o cartunista pretende lançar novas aventuras com novos personagens

Por Marina Costa

A primeira aparição, em 2015, veio com o livro Todo mundo quer ir pro cel. No primeiro livro de Walter Limonada, que é composto por charges e tirinhas, o Tiuzim se destacou por ser o único personagem fixo na maioria dos quadrinhos, o que motivou o autor a lançar, no ano passado, um gibi para popularizá-lo. Agora, sem data exata prevista, mas com material suficiente para ser finalizado, o almanaque do Tiuzim, desta vez com mais páginas que o anterior, é o foco de Walter, que pretende publicá-lo ainda no ano que vem. Por meio de uma produção independente, pois não conta com patrocínios, o cartunista, que atua na região do Grande ABCD, quer apresentar novos personagens para ampliar o universo de seu protagonista.

“Ele é um cara de meia idade, que ostenta um bigodão e sempre está com aqueles rádios antigos no ombro, e ouvindo um som, como rap, R&B, e o funk do James Brown e George Clinton”, define o quadrinista. Assim como a maioria dos cartunistas tem um personagem principal, Walter tenta emplacar Tiuzim como sua marca. “Ele já aborda falta de segurança, saúde pública… Já vem implícito nele, que é um provocador. Ele não é um conselheiro que diz o que é certo ou errado. Suas respostas fazem pensar na vida. Ele responde para que o personagem que perguntou reflita e, consequentemente, quem estiver lendo cai na reflexão também, é sua intenção. Ele aborda questões sociais e, nas histórias que virão em 2018, terão as ambientais também, mas sem perder o bom humor, e sempre dando um jeitinho de colocar um som nessas aventuras”, explica.

Embora somente duas publicações solo, Todo mundo quer ir pro cel. e Falaí, Tiuzim!, estejam circulando atualmente, Walter Limonada possui parcerias com outros autores. A mais recente é o Justa Palavra HQ, que se trata dos melhores textos do cronista Marcio Costa, presentes em seu livro Justa Palavra, transformados em quadrinhos. Estas colaborações auxiliaram para a visibilidade do cartunista, que também investe nas redes sociais. “Eu sempre alimento meu Facebook, Instagram e Twitter, os amigos compartilham e a obra chega mais longe. A cada dia, mais pessoas querem conhecer melhor o meu trabalho”, diz.