Grande ABC ainda precisa vacinar 1,7 milhão contra a febre amarela

Prefeitos das cidades do Grande ABC. Foto: Seção de Pesquisa e Documentação de SBC. (Centro de Memória)

Região imunizou apenas 24% da população-alvo nos dez primeiros dias de campanha; meta é vacinar 2,3 milhões de moradores do Grande ABC até 17 de fevereiro

Da redação

Balanço da Secretaria de Estado da Saúde, baseado nos dados informados pelos municípios do Grande ABC, indica que 565.523 pessoas receberam a vacina contra febre amarela na região, nos dez primeiros dias da campanha de imunização.

A meta é imunizar 2.334.029 moradores dos sete municípios do Grande ABC até 17 de fevereiro, data prevista para encerramento da campanha.  Desse total, 1.768.506 pessoas ainda devem procurar os postos para receber a vacina nos municípios da região, pois o número de pessoas imunizadas até o momento corresponde a 23% do público-alvo. Entre os já vacinados, 96% recebeu a dose fracionada.

Em todo o Estado, 9,2 milhões de paulistas deverão ser imunizados, durante a campanha. De 25 de janeiro, data de início da campanha, até 3 de fevereiro, o primeiro “Dia D”, 2.248.672 de pessoas receberam a dose fracionada da vacina, o que corresponde a 96,4% do público imunizado. Outras 84.223 pessoas receberam a dose padrão, destinada a grupos específicos (mais informações abaixo).

A meta é imunizar 9,2 milhões de pessoas ainda não vacinadas, residentes nas 54 cidades abrangidas na campanha, até o dia 17 de fevereiro, data prevista para o segundo “Dia D” e para o encerramento.

Todas as localidades nos 53 municípios e na cidade de São Paulo foram definidas por critérios epidemiológicos após análises técnicas e de campo feitas pelo CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica/Divisão de Zoonoses) e Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) em locais de concentração de mata.

A campanha está sendo realizada com dose fracionada da vacina, conforme diretriz do Ministério da Saúde. O frasco convencionalmente utilizado na rede pública poderá ser subdividido em até cinco partes, sendo aplicado assim 0,1 mL da vacina. Estudos evidenciam que a vacina fracionada tem eficácia comprovada de pelo menos oito anos. Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período. As carteiras de vacinação terão um selo especial para informar que a dose aplicada foi a fracionada.

Cerca de 6,9 milhões de doses da vacina fracionada estão sendo disponibilizadas para as pessoas ainda não imunizadas que residem nos locais definidos pela campanha. A campanha também prevê a oferta de 2,3 milhões de doses padrão, que serão disponibilizadas para crianças com idade entre nove meses e dois anos incompletos, pessoas que viajarão para países com exigência da vacina e grávidas residentes em áreas de risco.

Deverão consultar o médico sobre a necessidade da vacina os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído, transplantados, hemofílicos ou pessoas com doenças do sangue e de doença falciforme.

Não há indicação de imunização para grávidas que morem em locais sem recomendação para vacina, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (como por exemplo Lúpus e Artrite Reumatoide). Em caso de dúvida, é fundamental consultar o médico.

“Continuaremos mobilizados em conjunto com os municípios, no decorrer das próximas semanas, para imunizar todas as 9,2 milhões de pessoas previstas na campanha, incluindo essas 1,3 milhão de pessoas ainda não vacinadas na Baixada. É fundamental que os cidadãos procurem o posto de saúde mais próximo e garantam sua imunização”, afirma a diretora de Imunização da Secretaria, Helena Sato.