Lauro não quer eleger nenhum deputado federal ou estadual

Dificilmente a cidade terá um candidato eleito a deputado estadual ou federal nas eleições deste ano, pelo menos pelo grupo governista. Afinal a bagunça causada pelo prefeito é imensa e desorienta todos, que têm que ter seu aval para ser o candidato apoiado pelo governo.

Nessa brincadeira vários nomes foram especulados para tentar êxito à Câmara Federal e Assembleia Legislativa. Márcio da Farmácia (PV), vice-prefeito, teria tirado o time de campo visando a cadeira do prefeito em 2020. Quanto a Regina Gonçalves (PV), secretária de Habitação, o boato que se ouve no primeiro escalão do governo é que ela “não ganha a eleição”.

Semana passada o grupo do ex-vereador e secretário de algumas gestões na cidade, Manoel José da Silva, o Adelson (PSB), postou nas redes sociais o nome dele como candidato a deputado federal. O que foi prontamente tirado de cogitação pelo mesmo, que disse apoiar incondicionalmente seu presidente de partido e presidente da Câmara, Marcos Michels (PSB) a deputado estadual.

Outro nome que surgiu, foi do atual secretário da pasta de Alimentação, Atevaldo Leitão (PSDB) que disse que apoiará o nome que o prefeito Lauro Michels indicar. “Não sou candidato, meu candidato a deputado estadual é o Ramalho da Construção. Mas sou um soldado do meu partido, que se me chamar estarei pronto. Apoio o candidato a federal do prefeito, e apoiaria com muito gosto, caso fosse Marcos Michels, o candidato a federal”, disse.

Nessa desorganização, Lauro já apoiou o nome do Deputado Federal e candidato à reeleição Alex Manente (PPS), deixando em segundo plano Célio Boi (PSB), partido que o prefeito tentou acabar por conta da candidatura do primo Marcos Michels a deputado estadual. Não se pode descartar nem Wagner Feitosa, o Vaguinho do Conselho (PRB), que disputou o segundo turno com Lauro, mas que já pertenceu a seu grupo. O próprio Lauro já cogitou sair candidato, mas as pesquisas contratadas por ele revelaram a verdade – já que os assessores e mais próximos não têm coragem de dizer -; que seu governo vai de mal a pior. Sua esposa, Caroline Rocha, secretária da Assistência Social e Cidadania, teve seu nome colocado em pesquisas, pode ser a surpresa.

A leitura que se faz é uma só: que o prefeito não quer que ninguém da cidade seja eleito aos cargos, talvez por medo que cresçam e passem-lhe a perna, já que o que se ouve falar é que ele é desses, que não honra os acordos e que, por isso, terá sempre um pé atrás com todos, ou melhor, sempre um pé pronto para uma rasteira nos “amigos” e “companheiros”.

O que o eleitor diademense deve estar se questionando é o seguinte: o que este cidadão quer com certeza não é o progresso da cidade e sim suas vitórias políticas, que diga-se de passagem, Lauro Michels se gaba de não ter perdido nenhuma eleição da qual disputou em Diadema. Um dos troféus que o prefeito Lauro Michels faz questão de colocar no altar e gritar para todos ouvirem, é o fato de ter tirado o PT depois de 30 anos administrando a cidade.

E para provar que é bom demais, e que nunca vai perder para ninguém, ele vai derrotar-se. Um bem que nos faz. Quanta vaidade acumulada!

Elias Lubaque é jornalista e diretor geral do Diadema News